Segundo um estudo realizado pelo Itaú Unibanco em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a expansão das fontes renováveis de energia no Brasil pode gerar impacto positivo de R$ 337 bilhões a R$ 465 bilhões no PIB (produto Interno Bruto) até o ano de 2035 no Brasil. Ainda sobre o estudo, a redução das emissões de gases de efeito estufa são capazes de mobilizar R$295 bilhões em investimentos e ser responsável pela criação de até 1,9 milhão de empregos no período de dez anos no Brasil.
De acordo com o Itaú, a cada R$1,00 investido em energia renovável é possível ter o retorno de até R$1,57 na economia, destacado pela geração de empregos e dos fornecedores nacionais. Além disso, podendo ter ganhos pela eliminação de gases de efeito estufa e a nova adaptação da população e de empresas com a nova realidade climática. Um exemplo seria no setor da agropecuária, combinando a criação de animais com espécies arbóreas, dessa forma é possível produzir enquanto também retira o carbono da atmosfera, sendo uma prática favorável ao equilíbrio do meio ambiente.
Durante a COP30 que está sendo realizada em Belém, a transição para uma economia de baixo carbono tem sido um dos temas principais. O Brasil se destaca por ser um país que tem um forte potencial para liderar essa transição, auxiliando na baixa produção em emissões de gases de efeito estufa, em especial no dióxido de carbono (CO2).
Mencionando a Luciana Nicola, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco, destacamos sua seguinte fala: “Observamos um interesse crescente dos diferentes setores da economia em avançar na transição energética, impulsionado tanto por exigências regulatórias quanto por demandas de mercado e investidores”.
Com base na pesquisa, a procura por soluções financeiras que apoiam a transição dos setores para modelos mais sustentáveis e que tenham práticas mais voltadas ao meio ambiente tem crescido. Nesse contexto, investimentos em energias renováveis como solar, eólica, biomassa e também o biocombustível geram retorno em todo o ciclo da economia, incluindo a geração de empregos.
Diante disso, o estudo demonstra que a agenda climática do Brasil para a eliminação de emissões de gases de efeito estufa e a sua adaptação devem ser encaradas de forma estratégicas para impulsionar o avanço do país, sendo capaz de gerar impactos positivos sólidos e desenvolvimento sustentável.




